Quando o tempo sabia esperar

30 de janeiro de 2026

Saudade não é só sobre o que passou, mas sobre como sentíamos o tempo quando ele ainda sabia esperar. É memória que tem cheiro, gosto, textura. É a lembrança de uma vida com mais pausas, onde tudo era um pouco mais demorado e, talvez por isso mesmo, mais sentido.

Lembrar de quando a gente esperava o telefone tocar, escrevia cartas à mão, rebobinava fitas antes de devolver. De quando escolher um filme era um passeio até a locadora, e ouvir uma música preferida exigia paciência e sintonia com o rádio. A saudade mora nesses pequenos rituais, que pareciam simples, mas carregavam um mundo de sensações.

Havia uma delicadeza no tempo que não tinha pressa. Na conversa sem interrupções, no silêncio entre uma frase e outra, no encontro que não precisava ser registrado para ser inesquecível. A vida acontecia com menos ruído e mais presença. E a saudade vem justamente disso: de quando sentir era o suficiente.

Na Santho Aroma, acreditamos que algumas memórias podem ser reacesas com um aroma. O cheiro de um livro antigo, de uma flor do jardim da infância, de um bolo assando na casa da avó. Pequenos perfumes que atravessam o tempo e nos lembram de quem fomos, do que vivemos, de tudo o que ainda nos habita.

No Dia da Saudade, que tal permitir-se uma pausa? Sentir o que ficou. Reverenciar o que passou. E talvez resgatar um pouco desse tempo que, mesmo distante, ainda vive em nós.

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